A quarta edição do leilão do programa Eco Invest Brasil liberou R$ 13,2 bilhões para projetos de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura, com cerca de R$ 9 bilhões destinados à Amazônia Legal, anunciaram os ministérios do Meio Ambiente e da Fazenda nesta segunda-feira (25) em São Paulo.
O leilão recebeu propostas de oito instituições financeiras e registrou demanda superior a R$ 7,1 bilhões em recursos catalíticos, que são fundos de investidores sem foco em lucro, como bancos de fomento e governos. Foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico, que devem viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões com captação internacional.
O programa Eco Invest atua na modalidade blended finance, combinando recursos públicos e privados para reduzir riscos e atrair investidores. O Tesouro Nacional empresta às instituições financeiras a 1% ao ano, exigindo que cada real público seja acompanhado por no mínimo três reais privados, dos quais 60% devem ser de investidores estrangeiros.
Desde sua criação, o Eco Invest Brasil mobilizou mais de R$ 140 bilhões em quatro leilões voltados para transição energética, recuperação de terras degradadas e bioeconomia. Nesta segunda-feira (25), o governo lançou o 5º leilão, com expectativa de movimentar mais de R$ 50 bilhões em projetos de inovação e sustentabilidade.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que o leilão é inovador e fundamental para investimentos estratégicos na bioeconomia e infraestrutura verde na Amazônia.


