O Distrito Federal registrou o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, com 0,866, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud) divulgado nesta terça-feira (26). O indicador considera dados de 2012 a 2024 e avalia renda, educação e longevidade.
O IDHM do Distrito Federal caiu para 0,823 em 2021, durante a pandemia de Covid-19, mas voltou a subir para 0,866 em 2024, mantendo a liderança nacional. São Paulo e Santa Catarina aparecem em segundo e terceiro lugares, com 0,838 e 0,833, respectivamente.
De acordo com Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da unidade de desenvolvimento humano do Pnud Brasil, a renda per capita é o principal fator para o alto índice do Distrito Federal. O estudo também revelou desigualdades entre as unidades da federação, como expectativa de vida ao nascer, percentual de população com ensino fundamental completo e renda domiciliar per capita.
Por exemplo, a expectativa de vida ao nascer no DF é de 79,75 anos, contra 74,32 anos no Amapá. A porcentagem de pessoas com 18 anos ou mais com ensino fundamental completo é de 83,38% no DF e 59,38% na Paraíba. A renda domiciliar per capita no DF é R$ 1.465,10, enquanto no Maranhão é R$ 482,46.


