Estudo lançado nesta terça-feira por Fundação Roberto Marinho, Itaú Educação e Trabalho, Iede e Unicef apresenta desafios de 13 grupos de jovens brasileiros para acessar educação, trabalho e direitos básicos.
O documento reúne 14 artigos que analisam perfis de juventudes negras, indígenas, quilombolas, rurais, LGBTQIAPN+, jovens mães, entre outros, destacando vulnerabilidades e lacunas nas políticas públicas. Dados do IBGE indicam que o Brasil tem mais de 46,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, quase um quarto da população.
O estudo aponta que raça e condição socioeconômica são fatores centrais para as desigualdades enfrentadas, com jovens negros e indígenas sofrendo maior violência e exclusão. Matrículas em escolas quilombolas cresceram, mas atraso escolar persiste. Jovens rurais têm maiores índices de evasão e informalidade.
Estudantes da rede pública apresentam piores indicadores educacionais, e jovens LGBTQIAPN+ enfrentam agressões que prejudicam a permanência escolar. Mais da metade dos adolescentes em medidas socioeducativas ainda está no ensino fundamental. O trabalho infantil persiste, agravando exclusão e vulnerabilidade.
Especialistas destacam a importância de políticas públicas que considerem as especificidades desses grupos para ampliar oportunidades e promover justiça social.


