O papa Leo XIV lançou nesta segunda-feira (25) a encíclica Magnifica Humanitas, que aborda os desafios éticos da inteligência artificial e a necessidade de proteção da pessoa humana.
A encíclica compara a inteligência artificial a uma nova revolução industrial capaz de transformar o trabalho, a riqueza e a sociedade. O documento alerta que a IA ameaça a dignidade humana, as relações genuínas e a verdade compartilhada, e que não é moralmente neutra, pois as escolhas de design carregam valores.
O papa defende regulação mais rigorosa da IA em níveis nacional e internacional e critica as condições exploratórias de trabalhadores envolvidos na cadeia produtiva da tecnologia, como rotuladores de dados mal remunerados e crianças em mineração de terras raras.
Usando a história bíblica da Torre de Babel, o papa adverte sobre os riscos da busca por uma inteligência artificial geral com capacidades divinas, que pode levar à confusão e à perda do foco na humanidade. O texto ressalta que palavras morais claras não garantem mudanças, pois a transformação depende da disposição das pessoas em agir.
O autor do texto também critica a narrativa que culpa apenas os criadores da IA, destacando que o comportamento dos usuários sustenta os modelos de negócio dessas tecnologias. O papa oferece uma bússola moral para a era da IA, mas questiona se a sociedade está disposta a seguir essa orientação.


