O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (26) que o fim da escala 6×1 não é o principal fator que afeta a produtividade no Brasil. Ele destacou que a baixa produtividade está ligada a questões estruturais do país.
Em entrevista, Hugo Motta disse que a produtividade baixa não decorre de uma classe trabalhadora que não trabalha. Segundo ele, aumentar a eficiência da produção exige uma discussão ampla sobre o país, incluindo a redução da burocracia, a eficiência do sistema tributário, investimentos em tecnologia e industrialização, além da adoção de modelos internacionais de sucesso.
O deputado afirmou ter convicção de que a redução da jornada de trabalho aumentará a produtividade, pois o trabalhador poderá se dedicar mais e trabalhar com mais empenho durante o expediente. Ele também mencionou que a menor escala pode reduzir o número de atestados médicos.
O Brasil registrou em 2025 um recorde de mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, alta de 15,6% em relação a 2024, com custo de quase R$ 1 bilhão ao INSS. O aumento desses afastamentos é um dos desafios para a produtividade no país.


