Parlamentares de oposição conversaram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para incluir regime de remuneração por horas na PEC do fim da escala 6×1, o que pode atrasar a votação no Senado prevista para antes das eleições de 2026.
O grupo de oposição procurou Alcolumbre na semana passada diante da expectativa de derrota na Câmara, onde a PEC deve ser aprovada na quinta-feira (28) com período de transição de 2 a 14 meses, considerado curto por setores da direita e do empresariado.
Alcolumbre sinalizou positivamente à oposição e destacou a necessidade de debate amplo no Senado. O governo considera imprevisível a postura do presidente do Senado, cuja relação com o Planalto está abalada desde a rejeição de Jorge Messias ao STF.
O senador, que não concorre à reeleição, pode atrasar a tramitação da PEC, como fez com a CPI do banco Master. Ele também busca apoio da oposição para tentar reeleição ao comando do Senado em 2027.
Além dos parlamentares, empresários conversam com Alcolumbre para ampliar o período de transição da proposta. O pré-candidato do PL à Presidência defende remuneração por horas trabalhadas e considera a discussão sobre o fim da escala 6×1 inoportuna e eleitoreira.
A oposição quer adiar a análise da PEC para depois de outubro ou impor período de transição mais longo. O texto da Câmara prevê redução da jornada de 44 para 42 horas após 60 dias e para 40 horas após 12 meses. A PEC não requer sanção presidencial, e Lula deverá aceitar o texto aprovado pelo Congresso.
Após aprovação da PEC, a Câmara iniciará a tramitação de projeto de lei do governo para regulamentar a mudança para categorias específicas, como saúde e segurança pública.


