O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva de cinco condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em fevereiro. A decisão foi tomada na segunda-feira (25) e vale até o trânsito em julgado da ação.
Além dos irmãos Brazão, a medida alcança Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar; e Robson Calixto, ex-policial militar e ex-assessor de Domingos no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Eles foram condenados por homicídios, tentativa de homicídio, organização criminosa armada, obstrução de Justiça e corrupção passiva.
A Primeira Turma do STF condenou Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e três meses de prisão. Ronald Paulo Alves Pereira recebeu pena de 56 anos, Rivaldo Barbosa 18 anos e Robson Calixto 9 anos. Os cinco perderam cargos públicos e estão inelegíveis.
Na semana passada, Rivaldo Barbosa foi incluído como réu em nova ação penal por associação criminosa e obstrução de Justiça. A Procuradoria-Geral de Justiça afirmou que o grupo atuou para atrapalhar investigações e garantir impunidade em crimes ligados a organizações criminosas, incluindo o caso de Marielle e Anderson. As defesas negam as acusações.


