O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva dos irmãos Brazão e outros três condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão foi tomada na segunda-feira (25) e vale até o trânsito em julgado da ação.
Além dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, a medida alcança Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar; e Robson Calixto, ex-policial militar e ex-assessor de Domingos no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
A Primeira Turma do STF condenou Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e três meses de prisão pelos homicídios de Marielle e Anderson, tentativa de homicídio e organização criminosa armada. Ronald Paulo Alves Pereira foi condenado a 56 anos; Rivaldo Barbosa, a 18 anos; e Robson Calixto, a 9 anos de prisão.
Na semana passada, Rivaldo Barbosa foi denunciado em nova ação penal por associação criminosa e obstrução de Justiça. Segundo a Procuradoria-Geral de Justiça, o grupo atuou para atrapalhar investigações e garantir impunidade em crimes ligados a organizações criminosas, incluindo o caso de Marielle e Anderson. As defesas negam as acusações.


