A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, marcada para 7 de junho, deve movimentar R$ 466,2 milhões na economia da cidade, queda de 15% em relação a 2025, segundo a Associação Comercial de São Paulo. A redução está ligada à perda de patrocinadores, enquanto a Câmara aprovou projeto que restringe a presença de crianças em eventos LGBTQIA+.
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) estima que a Parada do Orgulho LGBT+ de 2026 movimentará R$ 466,2 milhões na capital paulista, valor 15% inferior ao registrado em 2025, quando o evento injetou R$ 548,5 milhões na economia local. A queda de R$ 82,3 milhões está associada à perda de patrocinadores, o que deve resultar em uma edição menor, apesar dos 30 anos da celebração.
Os setores mais impactados incluem bares, restaurantes, hotéis, turismo, transporte, comércio informal e venda de adereços, tradicionalmente impulsionados pelo público do evento. A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP) relaciona a redução do apoio financeiro ao avanço de discursos conservadores e ao recuo de políticas corporativas de diversidade.
A cantora Pabllo Vittar criticou a diminuição dos patrocínios, afirmando que o apoio das marcas durante o mês do orgulho não é verdadeiro para a comunidade LGBTQIA+. O tema da Parada em 2026 é “A rua convoca, a urna confirma”, com foco na mobilização política e nas eleições.
Em 2025, a Prefeitura de São Paulo destinou mais de R$ 6 milhões ao evento, mas ainda não confirmou investimentos para este ano. Paralelamente, a Câmara Municipal aprovou em primeira votação um projeto que proíbe a presença de crianças e adolescentes em eventos LGBTQIA+ em vias públicas, com multas de até R$ 1 milhão. Especialistas e o presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB-SP classificam a proposta como inconstitucional e discriminatória.


