O Senado realizou nesta terça-feira (26) audiência pública sobre os efeitos do consumo de alimentos ultraprocessados, que representam até 26,7% das calorias em adolescentes, segundo dados do IBGE. O debate abordou impactos na saúde, desigualdade social e meio ambiente.
Especialistas alertaram que o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados está ligado ao aumento da obesidade, doenças crônicas, problemas mentais e baixo desempenho escolar. O custo do tratamento da obesidade em crianças e adolescentes alcançou R$ 1,6 bilhão na última década, segundo dados apresentados.
Representantes do governo destacaram a promoção da alimentação saudável em escolas e unidades básicas de saúde, além da existência de regiões com baixa oferta de alimentos saudáveis, chamadas de desertos alimentares, que afetam principalmente jovens negros e de baixa renda.
O debate também abordou os impactos ambientais da produção desses alimentos, como a poluição plástica e a emissão de gases de efeito estufa. A indústria defendeu seu compromisso com a saúde pública e a redução de componentes nocivos em produtos industrializados, enquanto pesquisadores questionaram a base científica da categoria “ultraprocessado” para orientar políticas públicas.
A audiência foi presidida pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) e reuniu representantes do Ministério da Saúde, OPAS, entidades da sociedade civil e da indústria alimentícia para discutir regulação, acesso à alimentação saudável e consequências do consumo excessivo desses produtos.


