O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (26) desconhecer o projeto aprovado pela Câmara Municipal que restringe a realização da Parada LGBT na capital paulista. A proposta, aprovada em 20 de maio, prevê transferir o evento para espaços fechados e proíbe a presença de crianças e adolescentes.
Em votação simbólica, 45 dos 55 vereadores aprovaram a proposta de autoria de Rubinho Nunes (União Brasil) que limita eventos LGBT em vias públicas da cidade. O texto veta a ocupação e interdição de ruas para a Parada, realizada há 29 anos na Avenida Paulista, e impõe multa de até R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
O projeto ainda precisa passar por uma segunda votação e ser sancionado pelo prefeito para virar lei. Especialistas consideram o texto vulnerável juridicamente e passível de contestação no Supremo Tribunal Federal (STF).
O prefeito afirmou que pretende participar da Marcha para Jesus em 4 de junho, mas não da Parada LGBT, marcada para o dia 7. Ricardo Nunes nunca participou presencialmente do evento, diferentemente do antecessor Bruno Covas.
As declarações foram dadas após a entrega da primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto Perus, na zona norte, com a presença do governador Tarcísio de Freitas, aliado político do prefeito.


