Pessoas LGBTQIA+ no Brasil têm taxa de desemprego de 15,2%, quase o dobro da população geral, e maior informalidade, revela pesquisa do Banco Mundial divulgada nesta quarta-feira (27).
A pesquisa do Banco Mundial mostra que a taxa de desemprego entre pessoas LGBTQIA+ é de 15,2%, enquanto a da população geral é de 7,7%. A inatividade entre LGBTQIA+ chega a 37,4%, contra 33,4% da população em geral. Além disso, 46% das pessoas LGBTQIA+ trabalham na informalidade, ante 40% da população geral, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2024.
O estudo entrevistou 11.231 pessoas em todas as regiões do Brasil e aponta que a exclusão econômica dessa população causa uma perda anual de R$ 94,4 bilhões, equivalente a 0,8% do PIB. A insegurança psicológica e a cultura das empresas levam sete em cada dez profissionais LGBTQIA+ a desistirem de se candidatar a vagas.
Além disso, 72,7% dos entrevistados relataram já ter sofrido preconceito no ambiente de trabalho, e 64% enfrentaram discriminação repetida, afetando seu desempenho e permanência nas empresas. A pesquisa destaca que a discriminação inclui desde demissões injustificadas até assédio e pressão para adaptação às normas de gênero tradicionais.


