Sentimentos de culpa ligados à alimentação elevam o risco de compulsão alimentar e causam estresse crônico, que prejudica a saúde física e mental, segundo estudo recente.
Nos últimos anos, a relação com a comida tem se tornado um teste moral, com alimentos classificados como “do bem” ou “do mal”. Essa visão gera culpa, que provoca estresse e pode levar a transtornos alimentares.
Pesquisa publicada na revista Eating Behaviors mostrou que mulheres que sentem culpa constante em relação ao corpo e à alimentação apresentam mais episódios de perda de controle alimentar. A culpa ativa mecanismos biológicos ligados ao estresse, como o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, que libera cortisol.
O cortisol elevado por longos períodos afeta o sono, humor, imunidade, pressão arterial, glicemia e saúde cardiovascular. Pessoas que adotam uma alimentação intuitiva, reconhecendo fome e saciedade sem julgamentos, sofrem menos os efeitos negativos da culpa.
O estudo reforça que a saúde depende do padrão alimentar geral, não de alimentos isolados. Criar vilões na alimentação pode levar a sentimentos de fracasso e sofrimento emocional, especialmente em crianças e adolescentes. A alimentação deve nutrir, proporcionar prazer e promover saúde sem gerar vergonha.


