O desmatamento na Amazônia brasileira caiu 23,5% em 2025, atingindo o menor nível desde 2019, segundo relatório da rede MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (27). O total no país ficou abaixo de um milhão de hectares pela primeira vez desde 2019, com quase 985 mil hectares desmatados, 20,6% a menos que em 2024.
A redução do desmatamento ocorreu em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, onde o ritmo equivale a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo o MapBiomas. O bioma mais afetado foi o Cerrado, que concentrou mais da metade da perda de vegetação no país.
O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o aumento das ações de fiscalização e embargo, além da transparência dos dados sobre autorizações, tem relação direta com a queda observada. Em 2025, 65% das áreas com perda de vegetação receberam ações das autoridades, contra 54% em 2024 e 5% em 2019.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fará campanha à reeleição em outubro, comprometeu-se a erradicar a exploração ilegal de madeira até 2030. Apesar da queda no desmatamento e nas queimadas, ambientalistas criticam o apoio do governo a um projeto de exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. Nesta quarta-feira, Lula deve anunciar investimentos para novas perfurações na região.
Além disso, um pacote de leis aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados, criticado por ambientalistas por enfraquecer os controles contra o desmatamento, ainda aguarda aprovação no Senado.


