Treze pessoas passaram à condição de rés após a Justiça do Distrito Federal aceitar denúncia do Ministério Público por lavagem de dinheiro e associação criminosa, no âmbito da Operação Old West. As investigações, conduzidas pela 18ª Delegacia de Polícia, em Brazlândia, apontam um esquema sofisticado de ocultação de recursos.
Segundo a denúncia, entre janeiro de 2018 e janeiro de 2024 foram registradas 4.590 práticas de lavagem de dinheiro. Dois denunciados respondem exclusivamente por esse crime, enquanto os demais também foram enquadrados por associação criminosa. Empresários do setor de transporte coletivo e escolar rural seriam os líderes do grupo.
A estrutura utilizava empresas, movimentações bancárias e terceiros como laranjas para dificultar o rastreamento do dinheiro. Os recursos teriam origem em fraudes no Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) e pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos. Os investigadores estimam que aproximadamente R$ 20 milhões tenham circulado em operações suspeitas.
Além disso, empresas ligadas aos investigados receberam mais de R$ 190 milhões de contratos públicos entre 2018 e 2024. A polícia também identificou o uso de empresas sem atividade efetiva para pulverizar valores em diversas contas bancárias.


