Um dos dois homens investigados por se passarem por médicos sem formação em medicina em uma clínica particular na zona leste de São Paulo foi preso nesta terça-feira (26). Um vídeo obtido pela imprensa mostra o suspeito aplicando injeção em uma mulher na rua, sem luvas e fora do ambiente hospitalar. O delegado Mariano de Araújo, titular do 22º DP (São Miguel Paulista), afirmou que o medicamento aplicado era Mounjaro, usado para diabetes e controle de peso.
O segundo suspeito, que já havia sido alvo da primeira fase da Operação Hipócrates em dezembro, está foragido e fugiu para o Chile, segundo a polícia. A dupla atuou por dois anos como médicos do Hospital Jardim Helena, em São Miguel Paulista, realizando mais de 2 mil atendimentos. As investigações apontam ao menos nove mortes de pacientes atendidos pelos falsos médicos. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) já confirmou que um dos óbitos teve como causa erro de procedimento médico.
Segundo o delegado, os suspeitos utilizavam informações de médicos legítimos para se passar por profissionais. Um deles, que cursou apenas alguns semestres de medicina, apropriou-se dos dados de um médico de Marília. O outro, biomédico formado, usava o nome de um médico de Catanduva. A polícia também afastou a gestora administrativa e o diretor clínico do hospital, por terem supostamente dificultado as investigações.

