Um morador de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, denunciou ter sido agredido com socos por um guarda municipal de folga em frente a uma igreja evangélica da cidade durante uma discussão sobre o volume alto do som vindo do local. O caso ocorreu em 18 de maio e é investigado.
Segundo a vítima, pai de uma criança autista de 9 anos, a agressão ocorreu após ele ir até o local reclamar do barulho excessivo, que afeta seu filho há cerca de 4 anos. A Guarda Municipal confirmou o caso e instaurou procedimento administrativo. O servidor foi afastado das ruas, mas permanece em funções administrativas.
Imagens de câmeras de segurança mostram o homem sendo atingido por ao menos quatro socos. A vítima precisou de atendimento médico e recebeu seis pontos na boca. Testemunhas e a vítima prestaram depoimento na delegacia. A Polícia Civil informou que o caso foi distribuído para uma delegacia da cidade, sem dar mais detalhes.
O morador afirma ter registrado mais de 17 boletins de ocorrência contra o som alto da igreja nos últimos anos. Em 2024, as denúncias resultaram em processo criminal. Em maio de 2025, o Ministério Público denunciou o templo por poluição sonora. A igreja disse que o som está dentro dos limites legais e que todas as adequações exigidas foram feitas. A Assembleia de Deus Missão Avivlista repudiou a violência e classificou o incidente como isolado.


