A ativista ambiental Erin Brockovich lançou um site colaborativo que mapeia centros de dados de inteligência artificial nos Estados Unidos. A plataforma lista 33 unidades em operação, 44 em construção e 27 propostas, além de mais de 2.716 relatos enviados por usuários.
Segundo o site Brockovich AI Data Center Reporting, o mapa captura “padrões de crescimento, conflito e incerteza” da corrida por infraestrutura de IA. Em comunicado, Brockovich afirmou que os centros de dados são ora bem-vindos, ora contestados ou abandonados em diversas comunidades.
Os principais motivos de preocupação apontados por moradores são o consumo de água e eletricidade e os riscos à saúde. O Instituto de Estudos Ambientais e Energéticos (EESI) estima que grandes centros de dados podem consumir até 5 milhões de galões de água por dia — equivalente ao uso de uma cidade de 10 mil a 50 mil habitantes. Um relatório do Reino Unido indicou que essas instalações podem emitir quase 1 milhão de toneladas extras de dióxido de carbono.
O site também registra casos de resistência comunitária: mais de 15 moratórias ou pausas na construção de centros de dados foram aprovadas. Em Festus, no Missouri, quatro vereadores foram destituídos do cargo após uma votação sobre um centro de dados de IA.


