O sindicato dos trabalhadores do setor de saneamento de Minas Gerais (Sindiágua-MG) apontou que as propostas apresentadas pela Aegea e pela Equatorial para a privatização da Copasa podem estar R$ 2,7 bilhões abaixo do valor adequado. Segundo o presidente da entidade, Milton Costa, o modelo escolhido subvalorizou os 30% das ações a serem vendidos e afastou potenciais interessados.
De acordo com Costa, o curto prazo de 14 dias para análise, combinado com exigências como garantia bancária de R$ 7 bilhões e comprovação de R$ 6,3 bilhões em investimentos, reduziu a competitividade. Apenas dois grupos apresentaram propostas. O sindicato entrou com ação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) pedindo a suspensão do processo.
A Copasa defendeu o modelo, afirmando que a aceleração foi necessária para gerar recursos para a dívida de R$ 180 bilhões do estado com a União. A empresa também negou que as exigências sejam desproporcionais. Nesta quarta-feira (27), a companhia anunciou mudanças nas condições da oferta pública secundária de ações, com novo cronograma a ser apresentado à CVM.

