Dois pedreiros, de 41 e 46 anos, morreram baleados por policiais militares na manhã desta quarta-feira (27) em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. As vítimas seguiam de moto para o trabalho quando foram atingidas; testemunhas afirmam que os agentes podem ter confundido um pedaço de madeira carregado por um deles com uma arma de fogo.
Segundo a Polícia Militar, o comando do 7º Batalhão (São Gonçalo) instaurou um procedimento apuratório para investigar as circunstâncias da ação. A corporação lamentou as mortes e afirmou que colabora com a investigação. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí foi acionada para apurar o caso.
Após as mortes, familiares e amigos organizaram um protesto no km 306 da BR-101, no sentido Rio, onde atearam fogo em pneus. A pista ficou completamente fechada entre 9h55 e 11h30, quando foi totalmente liberada, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) classificou as mortes como “inadmissíveis” e disse acompanhar o caso. A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), presidente da comissão, lamentou “mais uma ação policial marcada pela morte de trabalhadores inocentes”.


