Em teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, o presidente do Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que o aumento da previsão de gastos com infraestrutura da empresa se deve, em grande parte, a custos mais altos de componentes, especialmente preços de memória. A declaração, repercutida pela imprensa, reforça a posição de fabricantes de chips como a Micron, que se beneficiam da demanda de hiperescaladores.
Segundo análise publicada, a Micron (MU) é negociada a 9 vezes o lucro futuro, com crescimento anual do lucro por ação projetado em 118% e crescimento da receita de 68%. A empresa registrou US$ 14,6 bilhões em caixa no último trimestre, contra US$ 10,8 bilhões em dívida. Em contraste, o Meta (META) tem US$ 81,6 bilhões em caixa e US$ 83,9 bilhões em dívida, indicando que parte do fluxo de caixa está sendo direcionada a fornecedores de semicondutores.
A ação da Micron subiu 841% no último ano e a empresa atingiu valor de mercado superior a US$ 1 trilhão. Apesar disso, o preço-alvo médio de Wall Street é de US$ 633, mas o UBS revisou sua estimativa para US$ 1.625. A análise sugere que a empresa pode chegar a valer entre US$ 2,5 trilhões e US$ 3 trilhões, à medida que a demanda por memória continua.
A declaração de Zuckerberg ocorre em meio à corrida por infraestrutura de IA, na qual hiperescaladores como Meta competem por componentes. Enquanto isso, empresas de hardware como Micron e Nvidia veem crescimento tanto em vendas quanto em fluxo de caixa.


