A Procuradoria-Geral da República denunciou nove pessoas suspeitas de participar de um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A denúncia, baseada na Operação Sisamnes, aponta crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Entre os denunciados estão dois ex-servidores do STJ – um que atuou no gabinete de uma ministra e outro que foi chefe de gabinete de outra ministra –, além de um lobista e sua esposa, advogada. Também foram denunciados operadores financeiros e pessoas beneficiadas pelas decisões supostamente negociadas.
Segundo a investigação, o grupo operou entre 2019 e 2023, com acesso antecipado a minutas de votos e influência na distribuição de processos. A Polícia Federal identificou um “mercado paralelo de influência” com três núcleos: servidores, advogados e empresários, principalmente do setor agroindustrial.

