A AngloGold Ashanti, maior produtora de ouro do Brasil, planeja ampliar a exploração do metal na América Latina. O CEO Luís Otávio de Lima afirmou a veículos de comunicação nesta quarta-feira (27) que o país ainda tem potencial para crescimento, assim como Argentina e Colômbia.
Lima disse que o foco atual das Américas está em uma operação em Nevada, nos Estados Unidos, onde a empresa anunciou mais de 5 milhões de onças em recurso e reserva. Na Colômbia, a AngloGold mantém o Projeto Quebradona, de mineração subterrânea de ouro, cobre e prata, e não pretende desistir do ativo, segundo o executivo.
Presente no Brasil há mais de 190 anos, a AngloGold opera em três unidades: Cuiabá (Sabará/MG), Córrego do Sítio (Santa Bárbara/MG) e Serra Grande (Crixás/GO). A empresa também defende a inclusão do ouro como mineral crítico no novo marco legal do setor, aprovado pela Câmara dos Deputados e em análise no Senado. Lima afirmou que o ouro complementa os minerais críticos e serve como ‘motor econômico’ para o país. O PL dos Minerais Críticos, porém, focou em lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras, deixando o ouro de fora. Para incluí-lo, serão necessárias mudanças no Senado, o que pode fazer o texto voltar à Câmara.

