A Justiça determinou a suspensão imediata do corte de 48 árvores no Parque Lago das Rosas, em Goiânia. A decisão, da juíza Simone Monteiro, atende a ação do Ministério Público de Goiás (MPGO), que apontou risco de dano ambiental irreversível. A prefeitura tem cinco dias para apresentar o processo administrativo completo.
O projeto de revitalização do parque previa a retirada de 48 árvores para a instalação de uma área de lazer para animais de estimação, chamada Pet Place. Segundo o MPGO, o parecer da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) autorizava a remoção até de exemplares saudáveis e mudas recém-plantadas. A Justiça fixou multa de R$ 5 mil por árvore cortada em caso de descumprimento, limitada a R$ 500 mil.
A suspensão gerou reação de moradores e especialistas. O engenheiro agrônomo Marcelo Bueno, coordenador regional da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, afirmou que o Lago das Rosas foi o estopim para questionamentos sobre cortes em outros pontos da capital. “Estamos insistindo que ainda há esperança para essas árvores”, disse. Ele informou que um grupo de técnicos prepara um documento com sugestões para preservar os exemplares.
Na ação, o MPGO argumentou que a execução do projeto poderia violar o Plano Diretor de Arborização Urbana de Goiânia e o artigo 225 da Constituição. O promotor Marcelo Fernandes de Melo, responsável pela ação, disse que a suspensão permitirá analisar a documentação técnica antes de novas medidas.


