As procuradorias-gerais de Nova York e Nova Jersey anunciaram nesta quarta-feira (27) a emissão de uma intimação judicial contra a Fifa para investigar práticas de venda de ingressos da Copa do Mundo de 2026. A ação apura denúncias de torcedores que pagaram por assentos na categoria mais cara, mas foram realocados em lugares mais distantes, além de preços considerados abusivos.
Segundo as procuradoras Letitia James (Nova York) e Jennifer Davenport (Nova Jersey), os valores praticados pela Fifa “superam de longe” os de edições anteriores. O sistema de tarifa dinâmica, adotado pela primeira vez, fez com que os preços disparassem. A entidade liberou uma carga limitada de ingressos a 60 dólares (cerca de R$ 310), localizados em setores mais afastados.
A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, apoiou a ofensiva jurídica. “Ninguém tem o direito de explorar os torcedores”, afirmou. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu o sucesso comercial, informando que 90% dos ingressos já foram vendidos e houve mais de 500 milhões de solicitações. Procurada, a Fifa não comentou as intimações.

