A juíza Elizabeth Machado Louro repreendeu nesta quarta-feira (27) a defesa do ex-vereador Jairinho durante o depoimento do psiquiatra Rafael Bernardon no julgamento pela morte do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro.
Durante mais de seis horas de depoimento, a magistrada interrompeu os questionamentos da defesa e afirmou que discutir detalhes irrelevantes atrasaria o julgamento. “Se ficassem discutindo o sexo dos anjos, esse julgamento não termina”, disse.
O psiquiatra Bernardon declarou que, após analisar os autos, percebeu em Jairinho um comportamento que indicaria satisfação em causar sofrimento a crianças, baseado em sua análise técnica. A defesa contestou a legitimidade do depoimento, alegando que o especialista não entrevistou o réu e violou diretrizes éticas.
Além disso, a defesa obteve liminar do Tribunal de Justiça do Rio para que o interrogatório de Jairinho ocorra somente após o depoimento de Monique Medeiros, ex-companheira do réu, para garantir o direito à ampla defesa.
O julgamento, iniciado na segunda-feira, já acumula mais de dois dias de sessões com depoimentos longos e divergências entre acusação e defesa sobre as provas da morte de Henry, ocorrida em março de 2021.

