O governo da República Tcheca transferiu a agenda de direitos humanos do Gabinete do Governo para quatro ministérios, gerando críticas entre políticas e especialistas nesta quinta-feira (28). A decisão provocou troca de acusações entre a representante governamental e uma ex-ministra, além de protestos de organizações do setor.
A transferência da agenda de direitos humanos para quatro ministérios dividiu opiniões no governo da República Tcheca. Eva Decroix, representante da oposição, criticou a atual encarregada da pasta, Táňa Malá, por falta de coragem política e por não se manifestar contra a dispersão das atribuições.
Malá respondeu às críticas, mencionando ações controversas de Decroix durante sua gestão no Ministério da Justiça, como o bloqueio de um certificado infantil e a legalização do não pagamento de pensão alimentícia. A troca de acusações incluiu pedidos para que Malá renuncie ao cargo.
Especialistas em direitos humanos e política antidrogas manifestaram insatisfação com as mudanças, classificando reuniões recentes como “absurdas” e alertando para riscos à continuidade das políticas setoriais. O primeiro-ministro Andrej Babiš afirmou que as alterações não prejudicarão o funcionamento dos órgãos e prometeu avaliar propostas alternativas até segunda-feira.


