A defesa do ex-vereador estima que o réu permanecerá entre 11 e 12 anos em regime fechado antes de uma possível progressão de pena, mesmo após a condenação a 43 anos, 9 meses e 20 dias pela morte de um jovem.
A projeção preliminar, feita na manhã desta quinta-feira após o fim do julgamento, considera os pouco mais de cinco anos já cumpridos pelo réu desde abril de 2021, além da remição de pena por trabalho no sistema prisional. Os defensores afirmam que os cálculos oficiais ainda não foram realizados e esperam a anulação do júri ou a redução da pena em instâncias superiores.
A sentença proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro condenou o réu a 35 anos, 6 meses e 20 dias por homicídio duplamente qualificado, 6 anos e 3 meses por tortura e 2 anos por coação no curso do processo, totalizando 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão. A defesa utilizou uma base de aproximadamente 41 anos para o cálculo inicial, pois dois anos da condenação foram fixados em regime aberto.
Um dos advogados explicou que a equipe deixou o Tribunal do Júri exausta após mais de dez dias de sessões. Os defensores trabalham com duas premissas: a anulação do julgamento em grau recursal ou a redução da pena pelos tribunais, reforçando que qualquer projeção deve ser vista apenas como hipótese baseada na sentença atual.


