O Ibovespa recuou 2,22% e o dólar subiu mais de 1% na quarta-feira (3), fechando a cotação em R$ 5,06. O movimento reflete a preocupação dos investidores com a proposta de novas sobretaxas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos.
O colunista de Economia Gilvan Bueno analisou o comportamento dos índices, explicando que o mercado de ações funciona como termômetro das expectativas futuras das empresas. Segundo ele, a estrutura da bolsa brasileira é vulnerável a pressão externa, pois está atrelada a setores que produzem commodities, minério, petróleo, siderurgia e celulose.
Bueno explicou que, embora o Ibovespa tenha registrado alta superior a 23% no acumulado do ano até abril, esse ganho caiu para cerca de 5% após os eventos relacionados às tarifas americanas. Ele afirmou que, quando surgem mecanismos que aumentam custos e impactam a lucratividade, os investidores buscam novos ativos.
A falta de clareza nas tratativas é um fator de instabilidade, avaliou o colunista. Ele citou uma conversa em Nova York, onde um interlocutor afirmou que o governo Trump negocia, mas não é assertivo na comunicação. Essa incerteza afeta o dólar, a bolsa de valores e os juros futuros.


