O pai da vítima de homicídio recorre da decisão que concedeu perdão judicial à mãe, alegando parcialidade da magistrada e interferência no processo. Leniel Borel classificou o que ocorreu no tribunal como uma “aberração jurídica” e denunciou o favorecimento da ré ao longo dos cinco anos de julgamento.
Leniel Borel declarou que observou diversas decisões da magistrada que, em sua avaliação, beneficiaram a mãe de forma injustificada. Ele afirmou que a parcialidade em relação à ré foi clara, e que ela recebeu um “perdão judicial” por um crime doloso contra a vida, decisão que não foi quesitada aos jurados.
O pai relatou que a juíza conduziu o processo de maneira direcionada, mesmo após os jurados terem condenado os envolvidos. Além disso, Leniel questionou a fundamentação da decisão final, criticando a aplicação de políticas de gênero no tribunal. Ele defendeu que a mãe, como garantidora da vida do filho, não o protegeu.
A defesa também estuda a possibilidade de requerer a anulação do júri no caso da mãe, com base na interferência da magistrada na votação dos jurados. Leniel lamentou que, durante os 11 dias de júri, o foco não tenha sido a criança assassinada, mas sim os réus.


