O senador solicitou ao controlador do Banco Master que ele permanecesse em um apartamento de propriedade do ex-banqueiro por mais três ou quatro meses. O pedido foi revelado em mensagens trocadas em novembro do ano passado, antes da prisão do controlador, após a liquidação do banco pelo Banco Central.
A troca de mensagens, divulgada por veículos de comunicação, indica proximidade entre o senador e o empresário. O parlamentar informou que havia comprado um imóvel para sua então companheira, mas que ele precisaria do apartamento do controlador enquanto a reforma do novo bem não fosse concluída.
A investigação da Polícia Federal apura indícios de vantagens indevidas na relação entre os dois. Entre os elementos apontados, há a compra de participação em empresa por valor abaixo do mercado e pagamentos mensais de R$ 300 mil destinados a uma estrutura ligada ao senador.
A PF também apura que um texto de emenda para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi elaborado no Banco Master, enviado ao controlador e entregue ao senador. O senador, por sua vez, foi alvo de operação da PF há um mês, no âmbito das investigações sobre supostas fraudes fiscais.


