O envelhecimento acelerado da população brasileira se conecta diretamente à emergência climática, exigindo que as cidades se adaptem a extremos ambientais. O debate aponta a necessidade de repensar o consumo e o planejamento futuro para garantir qualidade de vida aos longevos.
A crise ambiental e o aumento da longevidade populacional representam duas transformações centrais do século XXI. Enquanto a população acima de 60 anos cresce no Brasil, as cidades ainda operam sem preparo para lidar com calor extremo, enchentes e poluição. A sustentabilidade, que se apoia em pilares ambiental, social e econômico, necessita da dimensão intergeracional para ser efetiva.
A experiência acumulada pelas gerações mais velhas, como o conhecimento sobre reutilização e menor desperdício, deve se unir às novas tecnologias trazidas pelos mais jovens. Essa inteligência intergeracional potencializa a criação de soluções mais humanas e duradouras para problemas complexos.
Para que o futuro seja sustentável, é fundamental que as pessoas 60+ participem das decisões climáticas, pois serão as mais impactadas. Além disso, fomentar a inclusão digital para este grupo é uma estratégia de cidadania que combate o idadismo e fortalece a participação social.


