Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (4) uma nova rodada de sanções contra o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. As medidas atingem o líder cubano, familiares próximos e integrantes da família Castro, além de entidades ligadas ao regime. O Departamento do Tesouro americano detalhou que as sanções incluem bloqueio de ativos e restrições financeiras.
As novas restrições visam responsabilizar a cúpula cubana por violações de direitos humanos e pela repressão a manifestações populares, segundo as autoridades americanas. Entre os alvos estão a esposa de Díaz-Canel, Lis Cuesta Peraza, e Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro. Foram sancionadas também cinco entidades, como o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.
Miguel Díaz-Canel ocupa a Presidência de Cuba desde 2018. A transição marcou o fim da liderança direta da família Castro, iniciada após a Revolução Cubana de 1959. A política de Washington contra a ilha endureceu após protestos em julho de 2021, quando milhares de cubanos reivindicaram liberdades civis e melhores condições de vida.
Díaz-Canel já havia sido alvo de sanções no ano anterior, por seu papel na repressão aos protestos. Washington também mantém acusações históricas contra Raúl Castro relativas ao episódio de 1996, envolvendo o abate de aeronaves de organização de exilados cubanos.


