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Médicos alertam sobre riscos de segurar vontade de urinar e evacuar

Carla Fernandes
Última atualização: 5 de junho de 2026 00:56
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Médicos alertam que ignorar os sinais de necessidade de urinar ou evacuar prejudica a saúde e pode gerar consequências graves. A vontade corporal funciona como mensagem do cérebro, e a inibição frequente desregula essa comunicação, segundo especialistas.

A inibição dos reflexos naturais leva a um ciclo vicioso. Segundo Cassio Ricetto, coordenador da disciplina de disfunção miccional da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o cérebro se acostuma com a ausência de aviso da bexiga cheia. Maria Julia Segantini, membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC), completou que inibir esse reflexo coordenado pode causar problemas futuros relacionados à evacuação.

No caso da urina, a bexiga adulta comporta entre 300 ml e 600 ml de líquido, sinalizando quando atinge mais de 400 ml. Acúmulo pode provocar hiperdistensão e aumentar o risco de infecção urinária, podendo causar danos aos rins em casos extremos, afirmou Ricetto. Para o cocô, a retenção aumenta chances de hemorroida, fissura, abscesso e fístulas anais, explicou Segantini.

A hidratação é fundamental para manter as fezes macias e reduzir riscos urinários. Ao beber menos água, a urina permanece mais tempo na bexiga. Os especialistas recomendam respeitar o organismo sempre que possível, pois o adiamento torna a evacuação mais difícil, endurecendo o bolo fecal.

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