A Justiça da Colômbia proibiu o candidato de direita Abelardo De La Espriella de usar a camisa da seleção nacional em atos de campanha eleitoral. A decisão liminar determina que o símbolo deve permanecer em contexto esportivo, não político, durante o segundo turno das eleições.
De La Espriella criticou a determinação judicial, classificando a ordem como autoritária. O candidato afirmou em redes sociais que a camisa colombiana “não pertence a nenhum partido” e que o uso representa uma expressão livre de patriotismo. Ele declarou que continuará usando o uniforme, pois “a camisa não se censura e a Colômbia pertence a todos”.
O uso da camisa foi questionado pelo senador Iván Cepeda, candidato da esquerda. Cepeda questionou a Federação Colombiana de Futebol sobre o uso do símbolo para “fins eleitorais”, classificando a atitude como oportunista, especialmente com a Copa Mundial de Futebol próxima.
De La Espriella, de 47 anos, enfrenta Cepeda, de 63 anos, no segundo turno, marcado para 21 de junho. O candidato de direita conta com o apoio do presidente americano Donald Trump, que declarou apoio “total e irrestrito” à disputa.


