Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou desafios graves no envelhecimento brasileiro, apontando que a estrutura atual não suporta as necessidades da crescente população idosa. A pesquisa, realizada em 70 municípios, revelou que três em cada dez pessoas com mais de 60 anos são hipertensas, e mais de 42,7% dos entrevistados temem cair nas calçadas.
A epidemiologista e coordenadora do estudo, Maria Fernanda Costa, afirmou que a alta prevalência de hipertensão aumenta o risco de infarto miocárdio, acidente vascular cerebral e demência vascular. Ela comentou que, embora a maioria dos idosos esteja em tratamento, este não é eficaz.
A avaliação da estrutura urbana também mostrou fragilidades. Além disso, cerca de 20% dos idosos brasileiros enfrentam dificuldade em realizar atividades diárias sem auxílio, totalizando 6,5 milhões de pessoas com autonomia comprometida. Contudo, menos de 40% desses indivíduos com limitação recebem assistência.
Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil, declarou que o país precisa implementar uma cultura do cuidado. Ele alertou que o aumento projetado de 16% na população idosa pode resultar em uma “catástrofe social” se a proteção e segurança não forem garantidas.


