Um novo estudo preliminar do National Bureau of Economic Research indica que a origem familiar se tornou um indicador mais confiável de riqueza nos Estados Unidos do que a renda individual. A pesquisa aponta uma crescente separação entre o quanto se ganha e o quanto se acumula em patrimônio.
Os dados mostram que altos rendimentos não se correlacionam mais diretamente com a construção de patrimônio. Segundo os pesquisadores, a posse de ativos familiares influencia mais o alcance de objetivos econômicos, como a compra de imóveis. Max Risch, coautor do estudo, disse que essa disparidade contribui para um sentimento de injustiça econômica.
A análise utilizou um banco de dados com 3,4 milhões de famílias para acompanhar o movimento de dinheiro entre gerações. Os resultados revelaram que, mesmo com rendas idênticas, o filho de pais ricos tem maior probabilidade de possuir casa. Risch explicou que os pais podem auxiliar por meio de transferência de ativos ou como fiadores de empréstimos.
A dificuldade de acumular bens é agravada pelo mercado imobiliário. Um relatório do Joint Center for Housing Studies, de Harvard, concluiu que os preços dos imóveis atingiram cinco vezes a renda mediana nacional. Em regiões metropolitanas, os valores ultrapassam dez vezes a renda mediana, excluindo aqueles com suporte familiar.


