O guia nepalês Dawa Sherpa, de 57 anos, foi encontrado vivo após seis dias desaparecido em uma área de alta altitude do Monte Everest. A reaparição, que gerou alívio, transformou-se em cobrança da família por uma investigação sobre a operação de busca e resgate.
O desaparecimento ocorreu nas primeiras horas de 30 de maio. Com o passar dos dias sem notícias, os parentes iniciaram os ritos fúnebres. Na quinta-feira, o guia foi localizado próximo ao acampamento-base, apresentando quadro grave: estava desidratado, com uma perna quebrada e sinais de congelamento nos dedos.
A esposa do alpinista, Damu Sherpa, afirmou que a empresa responsável pela expedição demorou a agir. Ela declarou à imprensa que “É preciso haver uma investigação sobre a empresa: eles atrasaram as buscas e o resgate”. O guia, conhecido pelo apelido de “Hillary”, foi transferido de helicóptero para Katmandu.
Médicos do Hospital HAMS, em Katmandu, informaram que o quadro clínico do paciente está estável e a desidratação apresenta melhora significativa. O diretor do hospital, Jyotindra Sharma, explicou que o guia resistiu a “condições extremamente difíceis” no Everest, sobrevivendo quase uma semana exposto ao frio e à falta de oxigênio.
Dawa Sherpa havia alcançado o cume em 29 de maio ao lado de um montanhista britânico. Segundo este último, os dois se separaram durante a descida. Um parente do guia, Karma Gyalje Sherpa, questionou a condução das buscas, afirmando que a sobrevivência em tais condições é um milagre.


