A integração da inteligência artificial no cotidiano global, que já atinge mais de 2,4 bilhões de usuários de IA generativa, levanta preocupações sobre a saúde mental. Especialistas apontam que os algoritmos podem intensificar a ansiedade de desconexão, dificultando o afastamento do ambiente digital.
A expansão da conectividade digital, que ultrapassou 6 bilhões de usuários mundialmente, ocorre paralelamente ao avanço de sistemas baseados em IA. Esses sistemas organizam conteúdos e personalizam experiências, gerando um ambiente de estímulo constante. Pesquisadores observam comportamentos como a dificuldade de se afastar do celular e a necessidade de checar notificações, fenômeno associado à ansiedade de desconexão.
Celso Camilo, pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), explica que a análise não deve se restringir ao tempo de tela. Ele afirma que há uma “assimetria muito grande entre o poder tecnológico de engajamento e a capacidade das pessoas de compreenderem o processo e os impactos desse uso equivocado”. A dependência digital, segundo ele, passou a envolver questões de saúde pública.
Diante disso, foi criado o projeto Mente Figital, que busca conscientizar o público sobre os riscos da hiperconectividade. A iniciativa planeja um podcast com especialistas e a criação de ferramentas de autoavaliação para identificar sinais de risco, como prejuízo no sono e alteração de humor associada ao uso digital.


