Movimentos de trabalhadores pressionam pela redução da jornada de trabalho, buscando o fim da escala 6×1. A pauta avançou na Câmara dos Deputados, mas sua consolidação depende da aprovação no Senado Federal, segundo o presidente do STICC.
A luta por melhores condições de trabalho tem raízes históricas no Brasil. A reivindicação por reduzir a jornada semanal de 48 para 40 horas foi articulada por sindicatos na Assembleia Nacional Constituinte de 1988. A carga horária atual, segundo o texto, teve origem em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. Conquistas como licença-maternidade e FGTS também foram resultado da organização dos trabalhadores.
Argumentos contrários à redução da jornada, que alegam perda de competitividade, já foram usados no passado, como em 1962, quando se discutiu o 13º salário. Atualmente, empresas como Chilli Beans e Vale já operam com jornadas mais curtas. A CEO da Coffeelab, Isabela Raposeiras, declarou em audiência na Câmara dos Deputados que o fim da escala 6×1 não causará colapso produtivo.
O presidente do STICC, Gelson Santana, afirmou que o avanço da proposta representa apenas o fim do primeiro tempo. A vitória definitiva exige a aprovação no Senado Federal, mantendo a necessidade de mobilização contínua para evitar retrocessos.


