O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou que policiais civis integraram um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, protegendo a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) desde 2018. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) lidera a denúncia contra 11 réus, exigindo R$ 440 milhões em sanções financeiras.
Segundo o memorial de acusação do MP-SP, os agentes públicos usavam suas funções na Polícia Civil para facilitar interesses criminosos e atuar como rede de proteção para líderes e financiadores do PCC. Os investigadores detalharam crimes cometidos por agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa entre 2015 e 2023, como roubo de relógios de luxo de investigados e divulgação de informações sigilosas.
A denúncia foi embasada em relatórios de inteligência financeira e na delação premiada do empresário Vinícius Gritzbach, que foi assassinado em novembro de 2024. Os recursos ilícitos eram ocultados por meio da compra de imóveis e veículos de luxo.
Os sete policiais civis réus permanecem afastados de suas funções. Seis deles estão presos no presídio da instituição enquanto as apurações administrativas da Corregedoria avançam. A ação penal corre em sigilo na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens da Capital.


