O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, rejeitou o pedido de senadores para afastar o ministro Kassio Nunes Marques da condução de uma ação sobre a CPI do Banco Master. A decisão, publicada na quarta-feira (3), baseou-se na intempestividade da contestação apresentada pelos parlamentares.
Os senadores Eduardo Girão, Alessandro Vieira, Marcos Pontes e Plínio Valério haviam solicitado o afastamento do magistrado. Eles argumentaram que a suposta amizade de Nunes Marques com o senador Ciro Nogueira poderia comprometer a imparcialidade do caso, que envolve apurações sobre o Banco Master.
Fachin explicou que o prazo regimental para questionar a atuação do relator já havia expirado. Ele informou que o processo foi distribuído a Nunes Marques em 26 de março, mas a alegação de suspeição só foi protocolada em 12 de maio. Por isso, o pedido foi rejeitado sem análise do mérito das acusações.
A ação principal segue sob relatoria de Nunes Marques. Os parlamentares buscam forçar o Senado a criar a CPI do Banco Master, alegando que o requerimento possui 53 assinaturas, superando o mínimo de 27 exigido. Eles afirmam que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não leu formalmente o documento.


