A Europa Ocidental enfrenta intensa onda de calor devido a um sistema de alta pressão vindo do norte da África. Este fenômeno, que aprisiona ar quente, ocorre em um continente que aquece duas vezes mais rápido que a média global, segundo dados de cientistas do clima.
O sistema atmosférico de alta pressão, descrito como um “domo de calor”, está aprisionando o ar quente sobre países como Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e Itália. O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, informou que esse tipo de sistema se tornou mais comum na Europa nos últimos 25 anos, intensificando ondas de calor.
A temperatura média na Europa já subiu 2,5°C em relação aos níveis pré-industriais, enquanto o aumento médio mundial é de 1,4°C. Cientistas da organização World Weather Attribution afirmaram que eventos extremos se tornaram “muito mais prováveis e mais intensos devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem”.
O aquecimento acelerado se relaciona à conexão da Europa com o Ártico, região que aquece mais rápido, e às alterações na corrente de jato. Um estudo anterior mostrou que a divisão desse fluxo de ar favorece ondas de calor persistentes no oeste europeu.
O relatório Estado do Clima na Europa 2025 destacou que 95% do continente registrou temperaturas anuais acima da média. Além disso, o estudo apontou que regras de qualidade do ar, que reduziram a poluição, também removeram partículas refletoras que ajudavam a resfriar o continente.


