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Economia

Classificação de facções como terroristas eleva custos de compliance

Carla Fernandes
Última atualização: 5 de junho de 2026 22:29
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A classificação de facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras pelos Estados Unidos pode gerar impactos jurídicos e econômicos para empresas nacionais. O jurista Fabiano Rosa avalia que a medida, que utiliza a Seção 301 da legislação comercial americana, elevará os custos de conformidade das companhias.

As novas tarifas aplicadas ao Brasil baseiam-se na Seção 301, instrumento comercial dos EUA criado em 1974 para investigar práticas consideradas desleais. Segundo Fabiano Rosa, a mudança representa uma alteração na estratégia governamental americana, que passou a usar este mecanismo após questionamentos judiciais sobre o uso de poderes de emergência internacional.

Embora o Brasil tenha iniciado contestação formal na Organização Mundial do Comércio (OMC) por possível violação ao princípio da nação mais favorecida, o especialista afirma que a solução principal ocorrerá em negociações diretas com o governo americano. Rosa comentou que a classificação das facções não se alinha ao conceito tradicional de terrorismo do direito internacional.

O principal efeito imediato recai sobre o ambiente de negócios. Empresas com vínculos financeiros ou operações internacionais nos EUA precisarão ampliar controles internos para comprovar ausência de relação com recursos ligados às organizações enquadradas. O jurista alertou que a normatização pode servir como argumento futuro para questionar diferenciais do sistema financeiro nacional, como o Pix.

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