Um especialista avaliou que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos gera impactos financeiros e representa uma intromissão singular no cenário eleitoral brasileiro.
Thiago Vidal, da Prospectiva, disse que a medida americana afeta toda a cadeia do sistema financeiro, e não apenas as instituições diretamente envolvidas. Segundo Vidal, as instituições precisarão aumentar gastos com compliance, pois os EUA não se limitam a verificar ligações de bancos ou pessoas diretamente vinculadas ao PCC ou CV.
O analista questionou a categorização, afirmando que os grupos não são terroristas, mas sim organizações mafiosas, defendendo que a distinção conceitual é fundamental para entender o fenômeno. Vidal também apontou que o decreto norte-americano, anunciado após viagem de um senador e pré-candidato a Washington, foi ‘muito bem calculado’.
Para o especialista, a decisão configura uma intromissão dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. Ele alertou ainda para o risco de extradição de políticos brasileiros envolvidos com os cartéis, situação para a qual o Brasil não estaria preparado, segundo Vidal.


