Um juiz federal dos Estados Unidos, John McConnel, decidiu na sexta-feira, 5 de junho de 2026, que as restrições de viagem impostas pelo presidente Donald Trump a imigrantes de 39 nações são ilegais. A decisão derrubou a paralisação de pedidos de asilo e cidadania pelo USCIS, mas o bloqueio de entrada de estrangeiros segue vigente.
O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) havia travado o processamento de pedidos de asilo, green card, autorização de trabalho e cidadania de cidadãos dos 39 países afetados, incluindo imigrantes já residentes no território americano. A Justiça analisou a autoridade presidencial para paralisar processos migratórios internos e concluiu que tal poder não existe.
McConnel afirmou que a situação colocou as vidas de inúmeros imigrantes em um “limbo jurídico indeterminado”. O juiz declarou que as restrições na análise dos requerentes ocorreram “unicamente do acaso de seu nascimento”, e que a agência violou as próprias leis ao não analisar os benefícios devidos.
Em paralelo à decisão judicial, o Senado norte-americano aprovou um orçamento de US$ 70 bilhões (R$ 360 bilhões) para financiar as operações do ICE e a patrulha da fronteira por três anos. A lista dos 39 países afetados inclui Afeganistão, Angola, Cuba e Síria.


