A venda de atestados médicos e receitas falsas ocorre em plataformas como X, WhatsApp e Telegram, onde os documentos são oferecidos por valores a partir de R$ 40 para todo o país. Pesquisadores identificaram pelo menos 31 perfis ativos que comercializam laudos, exames e atestados com dados falsos.
Os perfis encontrados oferecem uma gama de serviços, incluindo receitas para medicamentos de uso controlado, laudos médicos e atestados para afastamento do trabalho, todos com informações como CID, carimbo e CRM ativo. Segundo a imprensa, os vendedores utilizam tabelas de preços organizadas em planilhas de Excel, com valores que variam de R$ 40 para um dia de afastamento a R$ 130 para períodos mais longos.
Especialistas afirmam que tanto quem vende quanto quem compra esses documentos pode responder criminalmente. O Conselho Federal de Medicina (CFM) declara que a emissão de atestados sem consulta médica configura infração ética. Além disso, farmacêuticos alertam que o uso de medicamentos sem acompanhamento profissional pode mascarar doenças e provocar intoxicação.
O advogado criminalista Caio Ferraris explicou que, dependendo da participação, os crimes podem incluir falsidade ideológica, falsidade documental ou associação criminosa. As plataformas de comunicação, como Telegram e WhatsApp, afirmam que proíbem a venda ilegal de certificados e substâncias controladas.


