As eleições no Peru e na Colômbia definirão o rumo político de dois países vizinhos ao Brasil em junho. Segundo analistas, os pleitos podem inclinar o mapa da América Latina para uma direita alinhada ao governo de Donald Trump, gerando impacto direto no cenário brasileiro.
No Peru, a direitista Keiko Fujimori tenta a presidência contra Roberto Sánchez. Na Colômbia, Abelardo de la Espriella lidera a direita radical, desafiando o projeto político de Gustavo Petro. Ambos os países, que tiveram vitórias de esquerda em pleitos anteriores, apresentam candidatos de direita favoritos no primeiro turno.
Feliciano de Sá Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP, disse que o fator Trump é essencial para a consolidação da integração da direita na região. Ele explicou que, historicamente, a esquerda se organiza internacionalmente, mas com a influência americana, uma integração clara entre a direita sul-americana se formou.
Carolina Silva Pedroso, pesquisadora do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Unesp, comentou que, mesmo uma vitória da esquerda nesses países seria comemorada pelo Planalto, não significaria que a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria mais fácil. Ela ressaltou que o movimento atual reflete um radicalismo crescente, com a ascensão de figuras não tradicionais na política.


