Carrapatos são responsáveis pela maioria das doenças transmitidas por vetores nos Estados Unidos, causando cerca de 475 mil casos de Doença de Lyme anualmente, segundo o Centers for Disease Control and Prevention. Para reduzir essa incidência, é necessário modificar o ambiente externo, pois os parasitas prosperam em microambientes específicos.
Os carrapatos necessitam de umidade, sombra e hospedeiros para sobreviver. Eles se concentram em locais úmidos, como serapilheira, grama alta e arbustos densos, pois secam facilmente. Um jardim que oferece abrigo e umidade funciona como um corredor de vida selvagem para os parasitas. Os carrapatos utilizam o comportamento de “questing”, esperando em gramíneas ou arbustos baixos por um hospedeiro que passe.
Para diminuir o risco, a remoção de detritos úmidos é eficaz. É preciso limpar folhas secas, podar vegetação excessiva e remover arbustos próximos a cercas e limites arborizados. Adicionar uma barreira seca, como uma faixa de cascalho ou mulch de três pés, entre áreas florestais e o gramado, também dificulta a travessia dos carrapatos.
O controle da vida selvagem também é relevante. Comedouros de pássaros podem atrair roedores, que são transmissores primários da Doença de Lyme em algumas regiões. Além disso, a proteção pessoal é fundamental, pois mesmo jardins bem cuidados podem conter carrapatos. A Environmental Protection Agency recomenda que, após atividades ao ar livre, seja feita uma verificação completa em pessoas e animais de estimação, e o uso de repelentes aprovados.

