Goiás propõe reduzir a carga tributária sobre o feijão comercializado para outros estados de 6,06% para 2,4%, caso a proposta do governador Daniel Vilela seja aprovada pela Assembleia Legislativa. A medida busca diminuir a diferença competitiva enfrentada pelo setor produtivo, que atualmente lida com custos tributários mais altos que concorrentes de outros estados.
A redução representa uma diminuição de 60,4% no imposto incidente sobre as operações interestaduais. Segundo dados do setor, cerca de 70% da produção goiana precisa ser vendida fora do estado, e os custos tributários maiores dificultam a competição em mercados consumidores nacionais. A secretária estadual da Economia, Renata Noleto, afirmou que a proposta visa criar condições mais equilibradas para a comercialização do produto.
O secretário estadual da Agricultura, Ademar Leal, defendeu a mudança, argumentando que a disparidade tributária coloca os produtores goianos em desvantagem. O setor do agronegócio reivindicava a equiparação da tributação há anos. A renúncia de arrecadação anual é estimada em cerca de R$ 12 milhões a partir de 2027, segundo o governo estadual.
A cultura do feijão movimenta mais de R$ 1,6 bilhão em Goiás, ocupando a quinta posição no Brasil. Projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o Valor Bruto da Produção (VBP) em 2026 deve atingir R$ 1,63 bilhão, um crescimento de 20,5% em comparação ao ano anterior.


